segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ISLAND: Videojogo que cura a ludopatía


Uma equipa médica do Hospital Universitário de Bellvitge (Barcelona) desenvolveu um videojogo interactivo para computador como complemento do tratamento psicológico em pacientes com ludopatía.

Embora os ensaios se tenham desenvolvido com apenas 60 pessoas (30 pacientes e 30 de controle) os resultados são positivos e demonstram que este novo videojogo influi nas reacções dos pacientes, pode ter eficácia terapêutica e, inclusivamente, evitar recaídas.

Island, é o nome do videojogo, desenvolvido pelo consórcio europeu PlayMancer, formado por cientistas e técnicos de seis países.

O cenário Island, segundo os primeiros ensaios, é adequado para induzir e regular determinados estados emocionaiss en jogadores patológicos, como o enfado, a ira ou o aborrecimento. Em todos os casos, são transtornos com uma importante componente compulsiva.

O objectivo do tratamento é melhorar a gestão de emoções negativas, a tolerância à frustração e o aborrecimento, as capacidades de planificação e valoração de consequências a curto/médio prazo, os estilos de enfrentar o stress (auto-controle emocional, demora de resposta, capacidade de relaxe e auto-observação sensorial, o pensamento alternativo e a tomada de decisões).

A terapia dura 4 meses e antes de cada sessão semanal com o terapeuta, o paciente (nreste caso entre 18 e 35 anos) joga entre 20 e 30 minutos sob supervisão médica. Durante o jogo, uma série de bio-sensores registam as suas reacções fisiológicas, como, por exemplo, a pulsação ou a respiração, e também detectam as expressões faciais e a voz. Quer dizer, as reacções emocionais do paciente influem no desenrolar do jogo.

O objectivo do jogo é sair de uma ilha. Não se trata de acabar o jogo no menor tempo possível, mas sim que o paciente aprenda a controlar os seus impulsos e a reagir com auto-controle e serenidade ante situações de stress e frustação. Por exemplo, uma das provas é mergulho no mar: se o paciente está stressado ou o faz muito rapidamente a barra de oxigénio vai baixando. Quando o oxigénio se esgota, o programa manda o paciente para uma zona de relaxe onde deve respirar profundamente e desenhar uma constelação no céu e continuar depois com o jogo.

Por intermédio da terapia cognitivo-comportamental convencional, entre 75% e 80% dos pacientes superam a ludopatia.

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